quarta-feira, 15 de abril de 2009

“Certas pessoas vêem as coisas e se perguntam: “Por que?”. Outras sonham com coisas que jamais existiram e se perguntam: “Por que não?”

(Bernard Shaw)

terça-feira, 31 de março de 2009

Você precisa acelerar ou frear?

Você é o tipo de pessoa que detesta esperar o elevador, as páginas da internet carregarem ou o sinal abrir? Se respondeu "sim, é provável que tenha sido contaminado pelo vírus da impaciência.
Não é de se estranhar, afinal, vivemos na era da pressa. Queremos tudo para ontem e não temos disposição para esperar o menor tempo que seja. Fomos mudando nosso comportamento à medida que o mundo foi evoluindo. Tudo passou a se transformar muito rapidamente. Antes, esperávamos um tempão para um produto novo chagar ao País. Hoje, isso já diminuiu muito e, em alguns casos, chega até na mesma hora.
Antigamente nos correspondíamos por carta, ou seja, esperávamos vários dias para receber notícias de quem morava distante. Atualmente, estamos conectados com gente do mundo inteiro, em tempo real, por meio da internet.
É claro que essa evolução traz muitos benefícios, e essa "era da pressa" na qual estamos vivendo nos proporciona avanços e condições melhores de vida. Agora, também é necessário considerar os prejuízos de toda essa evolução.
Passamos a viver já a algum tempo como se não tivéssemos tempo a perder, tão impacientes, que muitas vezes não aproveitamos a vida porque temos pressa de ir para a próxima fase. Normalmente, não sabemos esperar por uma decisão que precisa ser tomada com mais calma, o que leva à ansiedade extrema e até a maus resultados. 
E o que devemos fazer? Desacelerar e correr o risco de ficar para trás ou continuar acelerando e correr o risco de acabar parando justamente em função de tanta pressa?
Eu ainda não sei qual é a melhor resposta, mas estou em busca. 

segunda-feira, 23 de março de 2009

Você está no comando.


Escuto sempre de um amigo meu. "Medo é um sentimento que não tenho"

Será mesmo?

Todos nós, em determinados momentos da vida, sentimos algum tipo de medo.
Após uma desilusão no amor, temos medo de amar novamente. Após uma grande tristeza, medo do que irá acontecer dali pra frente. Medo da violência, que está tão próxima da gente nos dias atuais e não conseguimos ter o mínimo de controle sobre ela.
Será que quem tem muito amor e não sabe administrar, não tem medo de perder? E quem não tem e busca desesperadamente afeto, não tem medo de ficar sozinho?
E quem é rico, não tem medo de perder tudo o que conquistou?
Ou será que as pessoas são assim, insensíveis ao ponto de não se preocuparem com nada?
De uma coisa eu tenho certeza, as pessoas são complexas, misteriosas, loucas, boas, más e todos estão sempre em busca de uma melhor compreensão de si mesmo. Ou não.
É incrível como às vezes olhamos pra alguém e imaginamos uma vida que na verdade a pessoa não tem. Projetamos nela a ilusão da perfeição da felicidade e sucesso e quando chegamos mais próximo a gente vê que essa tal felicidade não existe.
Todos nós temos problemas, às vezes brigamos com a família, com os filhos, com o marido, namorado, amigo, amiga, colega de trabalho.
O que não podemos é deixar o medo tomar conta das nossas atitudes. Sentir medo em determinados momentos da vida é bom, afinal é ele que vai nos fazer analisar se determinada situação é boa ou não. E ele que nos faz equilibrar o sentimento.
Precisamos aprender a vencer o medo usando o coração. Com certeza os caminhos ficarão mais claros e sólidos.
Eu acho que sou muito corajoso. Mas medo tenho e confesso. Tenho medo de perder o que conquistei, medo de me afastar de quem amo, medo de perder minha saúde. Medo da tão temida violência E para vencer esse medo, eu simplesmente não penso nele. Eu apenas tomos os devidos cuidados para não perder as coisas as quais conquistei.
De nada adianta você ter medo de perder um amor e não valoriza-lo. O medo é totalmente administrável.
Viver pautado no medo só vai trazer mais medo. Aprenda a encarrar ele como um sentimento saudável, que você consiga equilibrar o bom e mal, e assim tomar as atitudes necessárias para vencer esse sentimento em determinada situação.
Não tenha vergonha desse sentimento, mas também não deixe ele se tornar parte do seu dia-a-dia. Quando sentir medo, encare ele de frente, lute, vença e você verá que determinada atitude foi apenas mais uma barreira que você venceu na vida.
Determinados acontecimentos a gente não pode controlar. A única coisa que podemos é aceitar e continuar lutando, acordando todos os dias prontos para conquistar mais uma vitória.
E assim é a vida, cheia de surpresas, mas com muita coisa boa a nossa volta.
Basta a gente saber enxergar
O que vai nos tornar cada dia melhor é a maneira que a gente vai encarrar todos os acontecimentos de cada novo dia. Ficar parado reclamando não vai adiantar absolutamente nada.
Portanto não se faça de vítima. Você está no comando da vida, dos seus pensamentos e do seus atos.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

400 contra 1 - Tereza

Voltando a falar da produção do filme 400 contra 1, posto abaixo as primeiras impressões da atriz Daniela Escobar, que viverá o papel de Tereza, ao conviver em um universo que parece distante, mas faz cada vez mais parte da nossa realidade. Lembrando, o filme retrata a história de um dos fundadores do comando vermelho.
"Nada fácil... Quando você se ve ali no meio de assassinos, ladrões, assaltantes, traficantes, e sabe-se la mais o que, apertando a mão, sorrindo, batendo papo como se estivesse na praia ou numa praça qualquer de uma cidade qualquer, dá um nó na cabeça.Você sente raiva, pena, indignação, revolta, compreenção, dúvida, compaixão, impotência!Primeiro de tudo, são seres humanos, que erraram sim, uns erraram feio, e teriam jeito, não fosse as absurdas deficiencias do sistema carcerario nacional, outros não vão se consertar nunca e saem de lá pós graduados no crime. Ha tambem os psicopatas, aqueles cuja ausencia de consciencia é o que os difere dos outros. Seres sem qualquer traço de carinho, emoção ou culpa. Não se arrependem, não precisam sequer de motivos para usar, torturar ou matar, desde que a pessoa, objeto de sua atenção, apareça como um empecilho em seu caminho.
Assim é a Tereza. Fria e calculista. Se fosse dar a ela um signo seria escorpião."
Abaixo algumas fotos de Tereza.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Aprenda a desistir!

Eu sei que o título desse post vai contra tudo o que você já ouviu e leu sobre sucesso. Mas na semana passada li uma passagem do livro "O melhor do mundo" do autor Seth Godin. Achei raciocínio dele muito coerente e decidi compartilhar com vocês.

A ideia base dele é a seguinte: "Desistir pensando no curto prazo é uma ideia ruim. Desistir pensando no longo prazo é uma ideia excelente". Ele defende que desistir não é a mesma coisa que fracassar quando a decisão é tomada conscientemente a partir das alternativas que tem e depois de perceber que a situação em que se encontra não tem saída se comparada a outras oportunidades que existem pela frente. Esse é a forma inteligente e coerente de desistir de um projeto, de um amor, de trabalho e etc.
Agora, é preciso entender bem a mensagem e tomar muito cuidado para não desistir de tudo na primeira dificuldade, na primeira barreira, porque isso também prejudicaria muito, pois, você estará sempre desperdiçando energia e tempo, iniciando novos planos e projetos e nunca terminando nenhum deles. Agora a pergunta que todos os leitores deste post devem estar se fazendo: Ok, Fernando! E como vou saber quando desistir ou não? 

O autor sugere que quando existir a dúvida, 3 perguntas básicas devem ser feitas, são elas:

1. Estou desistindo porque encontrei uma dificuldade? Nunca desista no primeiro obstáculo, se você deseja algo dificuldades farão parte dessa conquista, portanto, não desanime.

2. Quem eu estou tentando influenciar? Se for apenas uma pessoa, sua persistência tem limites. É fácil ultrapassar o limite entre demostrar comprometimento e ser tornar inconveniente. Agora, se está tentando influenciar o mercado, as regras são diferentes. Algumas pessoas podem avaliar e rejeitar mas a maioria nunca ouviu falar de você. O mercado não pensa todo da mesma forma. O que o autor tenta dizer é que se você está tentando convencer um namorado, um amigo, a respeito de algo, precisa avançar logo nas primeiras tentativas, caso contrário, quanto mais tempo passar, maior será sua dificuldade. Agora se precisa convencer o mercado que seu produto ou serviço é bom, precisará fazer pequenos progressos e dar uma passo de cada vez, pois, no mercado, as pessoas influenciam e, por isso, pequenos avanços fazem seu progresso se multiplicar.

3. Como medir o sucesso que estou alcançando? O sucesso não é medido apenas pelos resultados alcançados. Pode ser algo mais sutil, mas não deve se resumir a pensar positivo e achar que sobreviver é ter sucesso. O desafio, portanto, é obter pequenas conquistas em áreas que, inicialmente, não esperava ter.

Pessoal resolvi escrever esse post porque vejo muita gente ligada ao passado com projetos que só atrasam as suas vidas. Temos que entender o momento certo de se libertar. Assim como eu já escrevi sobre esse assunto aqui no blog, precisamos entender e saber aceitar quando um porta se fecha, quando um etapa chega ao fim.

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim".

Chico Xavier

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Eu, visto pelo outro

Quem sou eu? Eu vivo pra saber. Interessante descoberta que passa o tempo todo pela experiência de ser e estar no mundo. Eu sou e me descubro ainda mais no que faço. Faço e me descubro ainda mais no que sou. Partes que se complementam.
O interessante é que a matriz de tudo é o "ser". É nele que a vida brota como fonte original. O ser confuso, precário, esboço imperfeito de uma perfeição querida, desejada, amada. Vez em quando, eu me vejo no que os outros dizem e acham sobre mim. Uma manchete de jornal, um comentário na internet, ou até mesmo um email que chega com o poder de confidenciar impressões. É interessante. Tudo é mecanismo de descoberta.
Para afirmar o que sou, mas também para confirmar o que não sou.Há coisas que leio sobre mim que iluminam ainda mais as minhas opções, sobretudo quando dizem o absolutamente contrário do que sei sobre mim mesmo. Reduções simplistas, frases apressadas que são próprias dos dias que vivemos. O mundo e suas complexidades. As pessoas e suas necessidades de notícias, fatos novos, pessoas que se prestam a ocupar os espaços vazios, metáforas de almas que não buscam transcendências, mas que se aprisionam na imanência tortuosa do cotidiano. Tudo é vida a nos provocar reações.Eu reajo.
Fico feliz com o carinho que recebo, vozes ocultas que não publico, e faço das afrontas um ponto de recomeço. É neste equilíbrio que vou desvelando o que sou e o que ainda devo ser, pela força do aprimoramento. Eu, visto pelo outro, nem sempre sou eu mesmo. Ou porque sou projetado melhor do que sou, ou porque projetado pior. Não quero nenhum dos dois. Eu sei quem eu sou. Os outros me imaginam. Inevitável destino de ser humano, de estabelecer vínculos, cruzar olhares, estender as mãos, encurtar distâncias. Somos vítimas, mas também vitimamos. Não estamos fora dos preconceitos do mundo. Costumamos habitar a indesejada guarita de onde vigiamos a vida.
Protegidos, lançamos nossos olhos curiosos sobre os que se aproximam, sobre os que se destacam, e instintivamente preparamos reações, opiniões. O desafio é não apontar as armas, mas permitir que a aproximação nos permita uma visão aprimorada. No aparente inimigo pode estar um amigo em potencial. Regra simples, mas aprendizado duro.Mas ninguém nos prometeu que seria fácil. Quem quiser fazer diferença na história da humanidade terá que ser purificado neste processo. Sigamos juntos. Mesmo que não nos conheçamos. Sigamos, mas sem imaginar muito o que o outro é. A realidade ainda é base sólida do ser.
Padre Fábio de Melo