
domingo, 29 de novembro de 2009
A fábula do porco-espinho
"Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente; mas, os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam maior calor.
Por isso decidiram afastar-se uns dos outros e voltaram a morrer congelados.
Precisavam então fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente; mas, os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam maior calor.
Por isso decidiram afastar-se uns dos outros e voltaram a morrer congelados.
Precisavam então fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram!"
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram!"
terça-feira, 3 de novembro de 2009
O futuro começa hoje!
É engraçado como a maioria das pessoas, até mesmo eu, tem dificuldade para fazer relação entre o futuro e o presente. Já reparou como é comum desejarmos algo para daqui um, dois ou três anos, mas não fazermos nada agora para conseguir o que queremos?
Por exemplo, há gente que deseja conquistar um cargo de liderança na empresa, mas nunca participou de um treinamento sobre gestão estratégica, de pessoas, etc. Outro exemplo típico é querer emagrecer no verão, mas continuar comendo muito no inverno e não fazer exercícios. Enfim, se você analisar, certamente encontrará algo em sua vida que deseja muito para o futuro, porém não tem feito nada para conseguir no presente.
Isso parece tão claro, mas na prática temos dificuldade para entender que tudo o que fizermos agora está diretamente relacionado ao nosso futuro. A maneira como administramos nosso tempo, prioridades e urgências, como nos autodesenvolvemos, nos planejamos e o que efetivamente fazemos é que definirá como seremos no futuro. Existe um texto do Ralph Marston, sábio guru, que trata desse assunto. Em um trecho, ele diz o seguinte: “Viva cada momento como se alguém estivesse o observando, porque alguém está realmente olhando – alguém que pode causar sua desgraça e ruína ou realizar seus maiores sonhos. Viva de forma que a pessoa que você se tornará possa olhar para trás com gratidão e admiração pelo que ela é”.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Fazer amor
Fazer amor vai muito além do contato físico, não se restringe ao estímulo de sensações. Também não é impressionar o outro com suas “qualidades” na intimidade.
Muitos, banalizam o ato sagrado, e o transformam em profano. Outros, não têm idéia do real significado da palavra.
Decepções? Posses? Frustrações?
O grande equívoco das pessoas é criar expectativas acerca do outro.
Sentimento não se impõe, e menos ainda se exige, nem se espera. Ele acontece naturalmente, é involuntário, espontâneo.
E dentro da naturalidade, flui delicadamente cada momento: Intensamente, cada um sendo a si mesmo!
Fazer Amor é sentir a essência. É envolver com ternura, ser gentil em cada atitude, compreender os momentos difíceis do outro, é estar ao lado, mesmo que em silêncio.
Fazer Amor é às vezes ficar confuso diante de tanta intensidade, chegando a ponto de duvidar da existência do sentimento! E ao mesmo tempo, é ter a convicção de que só ele é que move o mundo, as pessoas, e a si mesmo!
Fazer Amor é estar ao lado da pessoa amada todo o tempo, e ainda assim, sentir saudades.
Fazer Amor é mesmo estando longe, ter a certeza que seu coração pertence a alguém, e que o coração deste alguém, pertence a você. E mesmo assim, preservar a individualidade, respeitando os caminhos que se seguem.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Você quer ser feliz ou ter razão?
Você já reparou como facilmente somos gentis, inteligentes, simpáticos com pessoas estranhas e justamente na nossa casa? Com os nossos familiares costumamos muitas vezes nos mostrar muito mais fechados, irritados e carrancudos.
Já reparou como as pessoas do convívio diário tiram você do sério?
Claro que cada pessoa tem seu limite, tem suas razões e seus momentos de harmonia e desarmonia, mas a família é um teste. Você já se perguntou por quê?
Nos ensinamentos espirituais, aprendemos que normalmente a família é o berço do aprendizado e dos resgates kármicos porque nela se encontram nossos mais queridos amores e também nossos mais complicados desafetos, justamente porque é ali que nossas arestas são lapidadas. É na família que temos a liberdade de ser nós mesmos, sem máscaras, sem regras sociais, mas será que exatamente por conta dessa liberdade temos o direito de sermos desrespeitosos e mal educados? Será que porque temos que conviver com essas pessoas temos o direito de mostrarmos nossa contrariedade e mal humor?
Uma criança, supostamente, não escolhe de quem será filha, mas crescendo é naturalmente convidada a aprender e melhorar seu comportamento. Uma vez, ouvi um amigo dizer que quando crescemos podemos ou não abrir mão de uma herança maligna. O que significa que, tendo consciência, não devemos mais nos esconder atrás de comportamentos negativos de nossos pais e familiares. Podemos dizer não a algo que vem conosco de berço. Podemos mudar. E muitas vezes é esse o grande convite da nossa encarnação.
Felizmente, muitas histórias não precisam terminar em separação e ranger de dentes. Podemos construir amor em nossas vidas, podemos encontrar outras pessoas e criar um novo núcleo familiar, podemos viver da forma que desejarmos viver, porém, seja qual for o tipo de sua família, pode ter certeza que os desafios da convivência continuarão a bater em sua porta. Pode ser que você deseje morar sozinho para se proteger da intimidade complicada, mas se assim for, outros núcleos passarão a incomodar você. Quem não tem que conviver com pessoas diferentes no trabalho? Nos estudos? Ou até mesmo na academia?
A vida vai juntando as pessoas justamente porque precisamos da experiência de lidar com o outro e com os desafios que ele nos trás.
Os filhos também não vêm prontos. Quem já teve filhos, sabe muito bem que cada pessoa é um universo; crianças criadas numa mesma casa, com os mesmos pais podem ser completamente diferentes. E essas diferenças costumam se mostrar já quando são bebês. E isso é natural porque somos almas que vêm para este plano de existência com suas histórias e seus desafios. Porém, ninguém vem totalmente pronto. Todos nascemos para nos aprimorar.
Se você não está muito bem em sua casa pense no que pode ser feito para melhorar a convivência, já que nem sempre é possível sair e fechar a porta atrás de si. Será que ficar mais em silêncio não ajudaria? Será que sublimar certas provocações também não seria saudável?
Com certeza, em alguns momentos você pode ter razão e até sentir necessidade de afirmar seu ponto de vista, mas muitas vezes vale muito mais deixar as situações passarem e se dissolverem por si mesmas.
Já reparou como as pessoas do convívio diário tiram você do sério?
Claro que cada pessoa tem seu limite, tem suas razões e seus momentos de harmonia e desarmonia, mas a família é um teste. Você já se perguntou por quê?
Nos ensinamentos espirituais, aprendemos que normalmente a família é o berço do aprendizado e dos resgates kármicos porque nela se encontram nossos mais queridos amores e também nossos mais complicados desafetos, justamente porque é ali que nossas arestas são lapidadas. É na família que temos a liberdade de ser nós mesmos, sem máscaras, sem regras sociais, mas será que exatamente por conta dessa liberdade temos o direito de sermos desrespeitosos e mal educados? Será que porque temos que conviver com essas pessoas temos o direito de mostrarmos nossa contrariedade e mal humor?
Uma criança, supostamente, não escolhe de quem será filha, mas crescendo é naturalmente convidada a aprender e melhorar seu comportamento. Uma vez, ouvi um amigo dizer que quando crescemos podemos ou não abrir mão de uma herança maligna. O que significa que, tendo consciência, não devemos mais nos esconder atrás de comportamentos negativos de nossos pais e familiares. Podemos dizer não a algo que vem conosco de berço. Podemos mudar. E muitas vezes é esse o grande convite da nossa encarnação.
Felizmente, muitas histórias não precisam terminar em separação e ranger de dentes. Podemos construir amor em nossas vidas, podemos encontrar outras pessoas e criar um novo núcleo familiar, podemos viver da forma que desejarmos viver, porém, seja qual for o tipo de sua família, pode ter certeza que os desafios da convivência continuarão a bater em sua porta. Pode ser que você deseje morar sozinho para se proteger da intimidade complicada, mas se assim for, outros núcleos passarão a incomodar você. Quem não tem que conviver com pessoas diferentes no trabalho? Nos estudos? Ou até mesmo na academia?
A vida vai juntando as pessoas justamente porque precisamos da experiência de lidar com o outro e com os desafios que ele nos trás.
Os filhos também não vêm prontos. Quem já teve filhos, sabe muito bem que cada pessoa é um universo; crianças criadas numa mesma casa, com os mesmos pais podem ser completamente diferentes. E essas diferenças costumam se mostrar já quando são bebês. E isso é natural porque somos almas que vêm para este plano de existência com suas histórias e seus desafios. Porém, ninguém vem totalmente pronto. Todos nascemos para nos aprimorar.
Se você não está muito bem em sua casa pense no que pode ser feito para melhorar a convivência, já que nem sempre é possível sair e fechar a porta atrás de si. Será que ficar mais em silêncio não ajudaria? Será que sublimar certas provocações também não seria saudável?
Com certeza, em alguns momentos você pode ter razão e até sentir necessidade de afirmar seu ponto de vista, mas muitas vezes vale muito mais deixar as situações passarem e se dissolverem por si mesmas.
Maria Silvia Orlovas
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Complemento
Gente, achei essas palavras do Guimarães Rosa que vai de encontro com o último POST abaixo.
“(…) o real não está na saída nem na chegada, ele se dispõe para gente é no meio da travessia. Mire e veja: o mais importante e bonito desse mundo é: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que estão sempre mudando. Afinam e desafinam. Verdade maior é o que a vida me ensinou”.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Pessoa certa X pessoa ideal
Vocês sabem a diferença entre a pessoa certa e a pessoa ideal?
Não?
A pessoa ideal não existe e nunca irá existir.
A pessoa ideal é apenas uma fantasia da nossa cabeça, fantasia essa, que criamos para idealizar pessoas e relacionamentos.
Queridos, a pessoa perfeita não existe, sabe por que? Porque a pessoa perfeita não tem defeitos, ela está pronta, não muda mais. E o ser humano não é assim.
Nós, mudamos constantemente, a cada dia nos tornamos uma pessoa diferente, construímos uma nova história.
Se um dia você achar que encontrou a pessoa perfeita, cuidado, pode ser que ali não exista amor. Afinal, o amor é a junção de qualidade e limites. É a gente saber aceitar ao outro como ele é.
Nosso grande erro é a distorção da realidade. Na busca por esse amor perfeito, começamos a idealizar determinada pessoa.
Gente, em relacionamento, não existe segredo. Pode parecer estranho, mas eu explico.
O que o mundo nos oferece, é uma pessoa com qualidade e limites, e cabe a nós, julgarmos se o resultado final de equação (Qualidades - Defeitos/limites) nos fará feliz ou não.
O que a maioria das pessoas fazem, quando se deparam com a realidade, é tentar mudar o outro, para transforma-lo naquilo que foi idealizado anteriormente.
Por isso, eu sempre digo, não tenha medo de errar, porém, não se iluda com o amor a primeira vista. Tudo é uma questão de tempo, de conhecer o outro e saber aceitar no que ele é diferente.
Caso isso não seja possível, que mal tem você tentar ser feliz com outra pessoa, aceitar que fez a escolha errada? Nenhum! O que não se pode fazer é tentar tirar a individualidade de cada ser. Enquanto as pessoas continuarem tentando isso, os relacionamentos estão fadados ao fim.
Tenho muito "medo" como a palavra EU TE AMO é usada por aí. A gente só pode falar que ama uma pessoa, quando já esbarramos nas suas qualidades e limites.
Antes disso, você estará amando a pessoa idealizada, que é irreal, fantasia da sua cabeça. E mesmo ela não existindo, ela poderá fazer um estrago enorme dentro de você.
Portanto, entenda de uma vez que a pessoa ideal não existe.
Ninguém tem a obrigação de ser aquilo que você imaginou que ela fosse.
Bom final de semana!
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