"O destino pode mudar. Nossa natureza jamais."
Arthur Schopenhauer
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Corrigindo a rota.
As vezes chega o momento de parar, pensar e ver até que ponto tudo o que a gente tem feito tem valido a pena.
Pensar nas coisas que abrimos mão pelo simples fato de acreditar no poder dos sonhos.
Sonhos que nem sempre chegam, nem sempre alcançamos. E quando isso acontece, a melhor coisa a se fazer é refletir sobre nossas escolhas. Se erramos e onde erramos.
Devemos ter sempre o coração e a mente aberta pra isso, para aceitar os erros e aceitar também os acasos da vida.
Não somos máquinas programadas, na maioria das vezes cometemos erros pela simples vontade de acertar, de ser feliz.
Mas assim é a vida e a única coisa que não podemos é desistir.
E para isso existe o tempo.
E o tempo, meus queridos, o tempo é o único amigo verdadeiro que temos. Se nele aprendemos a confiar, todas as respostas nos serão dadas. A tempo. De não deixarmos de acreditar, de renovarmos os sonhos, mas não desistirmos deles. De entendermos o propósito da dor e não mais precisarmos fugir dela. E assim seguimos em frente com o coração já não tão aberto, mais inteiro. E quando for o momento certo estar pronto para amar de novo, sem pressa, sem satisfações a dar, sem comparações a fazer, sem medo!
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
E aí quando a gente se sente sozinho?
A solidão vem quando não tem ninguém pra dividir a rede com você ou quando o celular não toca mais ou quando não tem mais ninguém pra lutar por um pedaço de chocolate na sua casa ou quando nem chocolate na sua casa tem. Ela vem sozinha, porque solidão que é solidão nunca está acompanhada. Quando você se pega conversando sozinho na caminhada ou rindo sem saber do que. As ainda bem que a gente sorri, milhões de vezes a mais na vida do que se sente sozinho. Quando ganha outro sorriso, um bombom ou um beijo. Ou num momento inesperado, quando o celular toca e a mensagem diz que alguém te ama. Sorri quando encontra amigos de verdade. Sorri até sem querer. Disseram um dia que um sorriso melhora tudo, tanto pra quem o dá quanto pra quem o recebe. Mas você sorri principalmente quando faz alguém sorrir, porque daí vem a certeza de que já não se está mais sozinho.
Post retirado do blog www.quintaldefelicidades.blogspot.com
Boa semana
domingo, 25 de janeiro de 2009
400 contra 1 - uma história do Comando Vermelho

Pessoal, tudo bem?
Está em fase de filmagens o longa mentragem 400 contra 1, uma produção que contará uma história do Comando Vermelho.
O filme terá a participação de Daniel de Oliveira vivendo o papel de Wiliam da Silva, um dos fundadores da facção criminosa. Daniela Escobar viverá Tereza, namorada de Wiliam.
A produção conta com grande elenco e a direção é de Caco Souza.
Bastidores e entrevistas são postados diariamente no blog oficial do filme - http://www.400contra1.blogspot.com/ .
Deixo abaixo uma entrevista para você começar a entender do que se trata a produção. A entrevista é um pouco "pesada" mas reflete, infelizmente, a verdade da sociedade na qual vivemos.
Com certeza o investimento na arte e na cultura são uma das maneiras de vencer esse "caus".
Daí a importancia de apoiar e divulgar um projeto como esse.
- "Você é do PCC?"
Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível… vocês nunca me olharam durante décadas… E antigamente era mole resolver o problema da miséria… O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias… A solução que nunca vinha… Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a "beleza dos morros ao amanhecer", essas coisas… Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo… Nós somos o início tardio de vossa consciência social… Viu? Sou culto… Leio Dante na prisão…
- Mas… a solução seria… - Solução?
Não há mais solução, cara… A própria idéia de "solução" já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma "tirania esclarecida", que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC…) e do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios…) E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível. Não há solução.
- Você não têm medo de morrer?
Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar… mas eu posso mandar matar vocês lá fora… Nós somos homens-bomba. Na favela tem cem mil homens-bomba… Estamos no centro do Insolúvel, mesmo… Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira. Já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração… A morte para nós é o presunto diário, desovado numa vala…Vocês intelectuais não falavam em luta de classes, em "seja marginal, seja herói"? Pois é: chegamos, somos nós! Ha, ha… Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né? Eu sou inteligente. Eu leio, li 3.000 livros e leio Dante… mas meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem. Vocês não ouvem as gravações feitas "com autorização da Justiça"? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.
- O que mudou nas periferias?
Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem US$40 milhões como o Beira-Mar não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório… Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, tá ligado? Nós somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no "microondas"… ha, ha… Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes. Nós temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Nós lutamos em terreno próprio. Vocês, em terra estranha. Nós não tememos a morte. Vocês morrem de medo. Nós somos bem armados. Vocês vão de três-oitão. Nós estamos no ataque. Vocês, na defesa. Vocês têm mania de humanismo. Nós somos cruéis, sem piedade. Vocês nos transformam em superstars do crime. Nós fazemos vocês de palhaços. Nós somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora, somos globais. Nós não esquecemos de vocês, são nossos fregueses. Vocês nos esquecem assim que passa o surto de violência.
- Mas o que devemos fazer?
Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os barões do pó! Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas… O país está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas. O Exército vai lutar contra o PCC e o CV? Estou lendo o Klausewitz, "Sobre a guerra". Não há perspectiva de êxito… Nós somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas… A gente já tem até foguete antitanques… Se bobear, vão rolar uns Stingers aí… Pra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas… Aliás, a gente acaba arranjando também "umazinha", daquelas bombas sujas mesmo… Já pensou? Ipanema radioativa?
Mas… não haveria solução?
Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a "normalidade". Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma autocrítica da própria incompetência. Mas vou ser franco… na boa… na moral… Estamos todos no centro do Insolúvel. Só que nós vivemos dele e vocês… não têm saída. Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela. Olha aqui, mano, não há solução. Sabem por quê? Porque vocês não entendem nem a extensão do problema. Como escreveu o divino Dante: "Lasciate ogni speranza voi che entrate!" Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
O sim o não e o talvez
Vamos começar 2009!!!
Você já parou para pensar o poder do sim do não e do talvez?
O sim e o não estão ligados a tomada de decisão. E na vida para evoluirmos precisamos tomar decisões diariamente, seja no trabalho, no relacionamento, com os amigos e etc. Para mim sim e não representa evolução, escolha, mudança, seguir em frente. Significa acreditar e confiar no futuro, acreditar no seu potencial de decidir o que é bom para si.
Mais onde entra o talvéz? Para mim o talvéz significa parar no tempo. O talvéz é um mero expectador, pois, a vida não é feita de dúvida, a vida é feita de certezas, sejam elas construidas pelo sim ou pelo não.
E então, qual é a sua decisão?
O sim e o não estão ligados a tomada de decisão. E na vida para evoluirmos precisamos tomar decisões diariamente, seja no trabalho, no relacionamento, com os amigos e etc. Para mim sim e não representa evolução, escolha, mudança, seguir em frente. Significa acreditar e confiar no futuro, acreditar no seu potencial de decidir o que é bom para si.
Mais onde entra o talvéz? Para mim o talvéz significa parar no tempo. O talvéz é um mero expectador, pois, a vida não é feita de dúvida, a vida é feita de certezas, sejam elas construidas pelo sim ou pelo não.
E então, qual é a sua decisão?
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